sábado, 5 de março de 2011

Aquele domingo nublado,

sem nada marcado na agenda, apenas aquele número rabiscado num canto que você anotou com pressa. Ligo com urgência, os dias ultimamente tem passado rapido demais. Te convido para um café, intencionando um lanche, um almoço e um jantar. Nos jogamos no tapete da sala para contar histórias, para nos descrevermos. Eu, olhando para você, poderia adjetivar todos os seus substantivos sem dificuldade alguma. Você, olhando pra mim, me faz esquecer de toda gramática que aprendi, nem substantivo, nem adjetivo, nem singular. Só o pronome, o nós. Na sala, na cozinha, no corredor, no banheiro, no quarto, na escada. Nos olhos, na boca, na cabeça, nas mãos.No brilho, no beijo, nos pensamentos, na alma. Chegando a conclusão de que nos pertencemos, mais do que imaginamos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário